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Enderson vê Bahia superior ao Ceará e diz que Edigar Junio tem limitações físicas

O técnico Enderson Moreira ficou satisfeito com a atuação do Bahia no triunfo por 2 a 1 sobre o Ceará, na noite desta quarta-feira (14), na Arena Fonte Nova. Para o comandante, o Tricolor foi superior ao adversário por todo o jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

"Acho que a equipe do Bahia foi extremamente superior a do Ceará. Criou muitas oportunidades, jogou no campo deles quase que o tempo todo, proporcionou pouquíssimos contra-ataques. Mesmo contra uma equipe muito bem montada, como é a do Lisca, que tem uma transição muito forte, que marca muito bem, nós conseguimos criar situações mesmo saindo atrás no placar, ter paciência e a gente precisa enaltecer os atletas que se empenharam e se dedicaram muito", afirmou durante a entrevista coletiva.

 

"Muita gente as vezes não entende por que que a gente mantém alguns atletas que em determinados momentos caiu um pouco. A gente não pode pegar um jogador que jogue mal num e colocar outro no dia seguinte, porque vai criar uma instabilidade enorme. O jogador não pode entrar dentro de campo e jogar mal? Ele também tem o dia dele, as vezes as coisas acontecem positivamente, tem vezes que não. O importante é que eles possam continuar tentando e tendo a nossa confiança. É essa mensagem é que eu tento passar para eles. Que a gente possa abraçar esse grupo nosso torcedor possa entender", completou.O gol da vitória foi marcado pelo atacante Edigar Junio aos 47 minutos do segundo tempo. Enderson elogiou o jogador e revelou ele tem limitações físicas.

 

"Edigar teve um ano difícil de lesões. Isso tirou ele da possibilidade de fazer uma boa preparação para esse ano. Edigar convive com dores que não são fáceis de poder administrar. Tem uma limitação em termos de trabalho de impacto. Precisa sempre ser poupado um pouco dessas atividades. É um jogador guerreiro. Conheço ele, trabalhei com ele no sub-20 do Atlético-PR. Competitivo, tem uma força absurda. Sempre falo com ele de poder... Na verdade, vocês utilizam a palavra que “fulano foi sacado”. Não foi sacado.

 

A gente fez algumas opções para um jogo, para terminar um jogo... Lá fora isso é tão comum. Aqui parece que cria uma carga diferente. São opções táticas, como fez contra o Atlético-PR, quando a gente colocou um time diferente, porque o jogo era diferente. Pode ser que, contra o Atlético-MG, eu possa tomar uma decisão diferente em função do adversário. A gente cria, na impossibilidade de treinar, a gente quase não tem tempo para treinar, então a gente vai criando situações com as características dos jogadores, para que possa minimizar a falta de treinos com encaixes diferentes. Passei para eles isso para ter tranquilidade, confiança, e treinar bem. Todo mundo confia nele, acredita, sabe o potencial. Ele tem uma limitação física esse ano em termos de não estar no mesmo nível do ano passado, mas tem que saber lidar com isso no finalzinho e se preparar muito bem para a próxima temporada", contou.

 

Com os três pontos, o Esquadrão de Aço chegou aos 44 e abriu sete da zona de rebaixamento neste momento. A equipe deu um importante passo para se livrar do fantasma do rebaixamento e agora, pode até sonhar com colocações melhores na tabela de classificação.

 

"Não sei o que vai dar, se vai conseguir o 10º, 11º lugar. A gente está perto de se salvar do rebaixamento. Dificilmente a pontuação passa de 44, mas não é nada matemático. Vamos olhar para frente, jogar esses últimos cinco jogos com toda energia. A palavra que pedi a eles foi comprometimento, concentração, até a última rodada. Se a gente vai conseguir três pontos até o fim, é o máximo que a gente vai conseguir. Porque o grupo se sacrificou tanto... No finalzinho, vai até o fim", prometeu.

 

O Bahia volta ao gramado no próximo sábado (17), às 20h no horário de Salvador para enfrentar o Atlético-MG. O duelo vale pela 35ª rodada do Brasileirão. Bahia Noticias


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