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22 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

O apresentador Luciano Huck, que em artigo publicado na Folha de SP na última quarta-feira (18) afirmou que “fora do dia a dia da política, minha contribuição pode ser mais efetiva”, desconversando sobre uma possível candidatura à presidência do país, embora cauteloso, demonstra “muita vontade” de se lançar, segundo o colunista Bernardo Mello Franco, do mesmo jornal.

 

Ainda de acordo com ele, a ideia se fortaleceu em Huck com o desgaste de João Doria (PSDB-SP), “que surfou a onda da antipolítica em 2016”. Diz o colunista: “Há seis meses, o Datafolha testou o nome de Huck num cenário com dez presidenciáveis, e o apresentador ficou com apenas 3% das intenções de voto. Seus amigos apostam num crescimento rápido se ele assumir a candidatura até abril de 2018”.

 

Para os entusiastas da candidatura do marido de Angélica, que dialoga com partidos como DEM, Novo, Rede e PPS, ele daria um rosto simpático ao discurso impopular das reformas. E ainda teria potencial para “entrar no Nordeste” e disputar votos nas bases do lulismo.

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22 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2018, caso o PMDB não lance candidato ao Palácio do Planalto.

 

“Se não houver um entendimento nacional, se não houver uma aliança local que me obrigue diferente, eu sou eleitor do Lula”, disse o peemedebista, em entrevista ao jornal “O Povo”, após seminário do Sebrae em Fortaleza, no Ceará.

 

De acordo com a publicação, a declaração fortalece tese que Eunício estaria se aproximando do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), com a intenção de disputar uma das vagas ao Senado dentro da possível aliança com o petista.

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22 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

Em busca de provas para corroborar os depoimentos dos delatores da Odebrecht, a Procuradoria-Geral da República encontrou, no sistema eletrônico da empresa, arquivos originais com os nomes do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A PGR localizou ordens de pagamentos e descartou fraudes na criação dos arquivos.

 

Os relatórios da SPEA (Secretaria de Pesquisa e Análise), órgão técnico da PGR, foram produzidos por um perito criminal entre 27 de julho e 8 setembro deste ano.

 

Os nomes dos dois peemedebistas estavam em uma planilha no sistema da Odebrecht que os associa aos codinomes "Fodão" e "Babel", respectivamente.

 

A análise da PGR também encontrou arquivos originais com programações de pagamentos para o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Alves (RN), todos do PMDB.

 

Segundo os relatórios, eles estavam identificados por codinomes que, para serem vinculados às pessoas, dependem dos depoimentos.

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21 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

Com a perspectiva de ter, desta vez, menos do que os 263 votos que salvaram o presidente Michel Temer da primeira denúncia, o Planalto montou uma operação para convencer os deputados contrários ao presidente a não irem votar, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

 

O pior cenário para Temer seria um placar com mais votos contra do que a favor.

 

Ainda que seja insuficiente para levar a denúncia adiante, resultado tão adverso, ainda segundo a coluna, denotaria extrema fragilidade.

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21 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

O PSDB vive uma situação delicada em relação à eleição de 2018 e só não está pior porque não surgiu alternativa melhor no espectro político-partidário, avaliou o vice-presidente nacional da sigla, Alberto Goldman. Para o ex-governador, a situação fica evidente na dificuldade dos tucanos de apresentar uma candidatura de destaque ao Planalto.

 

"A dificuldade é real, mas quem está melhor do que o PSDB?", questionou Goldman, que participou na quinta-feira, 19, de um evento na capital paulista. Ele citou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), como o nome mais expressivo no momento dentro do partido, mas ponderou que ele "não é nenhuma figura de grande expressão, uma grande liderança nacional".

 

"Não é um Lula, que foi um grande líder, a verdade é essa", disse Goldman.

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21 de Out // Gildásio Cavalcante | Política

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) disse em depoimento à Polícia Federal (PF), em julho deste ano, que partiu do presidente Michel Temer (PMDB), então vice-presidente do país, a indicação dele para o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica. Segundo Geddel, ele assumiu o cargo por uma indicação da presidência do partido, na época ocupada pelo atual presidente da República.

 

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Geddel negou qualquer participação dos então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, na indicação. O peemedebista também disse que não enviou seu assessor Gustavo Ferraz para buscar remessas de dinheiro com Altair Alves Pinto, assessor de Eduardo Cunha. Ferraz foi preso em setembro, junto com o ex-ministro, após a descoberta de um bunker com R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

 

O aliado de Geddel foi solto após determinação expedida na quinta-feira (19) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento ocorreu em 20 de julho, uma semana depois o Tribunal Regional Federal (TRF) autorizar o ex-ministro a deixar a Penitenciária da Papuda para cumprir prisão domiciliar.

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20 de Out // | Política

O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou seu perfil nas redes sociais para ironizar um ofício da Procuradoria-Geral da República segundo o qual Geddel Vieira Lima é apontado como "líder de organização criminosa". "Engraçado... Nunca soube que Geddel era o chefe. Para mim, o chefe dele era outro", escreveu Renan em seu Twitter.

 

Alguns internautas fizeram suas aposta no ex-presidente Lula, enquanto outros pediram que Renan falasse mais sobre o que sabia. Houve também quem dissesse que o chefe, na verdade, era o próprio peemedebista. "Chefe é tu, que peita mandado, depõe se quiser e rouba o povo brasileiro há décadas. Geddel ou qualquer outro é ladrão de pinga perto de você", escreveu um internauta.

 

Outra pessoa apostou que o presidente Michel Temer, para quem Renan tem feito oposição, é o chefe. "A Dodge quer fazer média", acrescetou a internauta, em referência à procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o ex-ministro Geddel Vieira Lima "fez muito em pouco tempo" e o apontou como "líder de organização criminosa".

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20 de Out // | Política

Como passar da fase 22 Uncharted" foi pesquisa recorrente na internet de um celular do ex-ministro Geddel em 8 de dezembro do ano passado, segundo os registros do aparelho iPhone apreendido pela PF. Entre as pesquisas sobre o jogo de videogame "Uncharted 4 — O Fim de um Ladrão", o celular do peemedebista também registra acessos a notícias sobre a Odebrecht e a Lava Jato.

 

Há ainda mensagens trocadas com familiares, amigos e políticos —dentre as quais os investigadores não destacaram nenhuma com conteúdo suspeito. "Uncharted" é uma das séries de jogos de aventura de maior sucesso do Playstation 4. Narra a história de Nathan Drake, um caçador de tesouros que viaja pelo mundo em busca de fortuna.

 

A fase 22, que figura nas buscas do celular, leva o título do jogo —"O Fim de um Ladrão". Na mesma tarde, houve pesquisas sobre como passar da fase 20, "Sem Saída". Três dias antes, em 5 de dezembro, o celular acessou texto do colunista Celso Rocha de Barros, da Folha: "O 'Lehman Day' da política brasileira está chegando, e vai ser feio", sobre a então iminente delação da Odebrecht segundo informações do Jornal Folha de São Paulo.

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20 de Out // | Política

O presidente Temer exonerou nesta sexta (20) mais oito ministros que possuem mandato de deputado para tentar barrar a segunda denúncia da PGR na Câmara. Na quarta (18), Fernando Bezerra Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, e Raul Jungmann, ministro da Defesa, deixaram seus cargos para votar na Comissão de Constituição e Justiça.

 

O colegiado aprovou o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) que recomenda a rejeição da denúncia. Jungmann foi renomeado ministro nesta sexta-feira.  A mesma estratégia foi adotada quando a Câmara analisou a primeira denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente, em agosto.

 

Desta vez deixaram seus cargos os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Cavalcanti de Araújo (Cidades), Sarney Filho (Meio Ambiente), Leonardo Picciani (Esporte), Marx Beltrão (Turismo), Maurício Quintella Lessa (Transportes), Mendonça Filho (Educação) e Ronaldo Nogueira (Trabalho). Desta vez, o presidente é denunciado por organização criminosa e obstrução de Justiça.

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20 de Out // | Política

O governador Rui Costa tem dois grandes desafios nas eleições de 2018. O primeiro é não esfacelar a base aliada na hora da montagem da chapa com a qual vai concorrer a reeleição. O outro é a coligação nacional e a definição de quem será o candidato a presidente que estará colado à imagem do governador.

 

A montagem da chapa será um exercício de flexibilidade política, afinal a chapa possui apenas três vagas e seis partidos já demonstraram que vão lutar para participar dela. Uma das vagas de senador está destinada ao ex-governador Jaques Wagner, não só porque seu nome agrega votos e fortalece a chapa de Rui, como também porque o foro privilegiado será fundamental para a sua defesa futura nos embates com a Justiça.

 

Além disso, com o fim das coligações proporcionais, a ideia de candidatar-se a deputado federal para formar uma grande bancada perdeu sentido e a possibilidade do ex-governador compor uma chapa nacional do PT, sem a presença de Lula, seria de alto risco e com poucos efeitos eleitorais. Com Wagner dono de uma vaga no Senado, restam duas vagas que serão disputadas por pelo menos seis partidos.

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20 de Out // | Política

Sob intensa pressão do PSDB, o senador Aécio Neves indicou a aliados que deverá deixar a presidência do partido. Ele também avalia licenciar-se do mandato. O mineiro só não fez isso na quarta (18) porque o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou publicamente que defendia a renúncia do colega.

 

Tasso, por sua vez, disse ao partido que deixa a função se Aécio não sair. Na terça (17), Aécio foi reconduzido ao mandato após o Senado derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal de mantê-lo afastado e sob recolhimento noturno enquanto é investigado por ter pedido R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista.

 

Aécio estava afastado da presidência do partido desde que foi envolvido na delação da JBS em maio, na semana que vem. O STF o havia afastado em 26 de setembro, mas para evitar risco de uma crise maior tomou na semana passada a decisão de que a prerrogativa para avaliar sua decisão era do Congresso. A cúpula tucana considerava a votação, na qual Aécio teve 44 votos a favor (eram precisos 41), a senha para a saída do mineiro.

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20 de Out // | Política

O ingresso de deputados estaduais do PSL no Pros, sem alarde, foi uma medida para reagrupar forças dentro da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a entrada de Alan Castro, Jurandy Oliveira e Manassés na sigla não indica que eles decidiram disputar as eleições do ano que vem pela legenda.

 

Ao se filiarem ao Pros, como comunicaram no Diário do Legislativo do dia 20 de setembro deste ano, os parlamentares formaram na Casa o bloco Pros-PSL, liderado por Castro. Segundo o apurado pela reportagem, este foi o objetivo principal dos deputados segundo informações do Bahia Notícias.

 

Com a formação do bloco parlamentar, eles passam a ganhar algumas prerrogativas, como maior tempo para discursos na tribuna e indicações em comissões, além de participação no Colégio de Líderes. Soma-se a isso o fato de, enquanto grupo independente, mas alinhado ao governador Rui Costa, ganharem força política de barganha junto ao chefe do Executivo baiano.

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20 de Out // | Política

O deputado federal João Gualberto (PSDB-BA) afirmou nesta última quinta-feira (19) que, diante da cisão que se abateu sobre o partido, será “impossível” fechar questão na votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Com isso, a bancada deve ser liberada para votar como quiser no plenário.

 

A postura será diferente da tomada na apreciação da primeira denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), quando os deputados tucanos foram orientados a se posicionar favoravelmente ao prosseguimento da denúncia segundo informações do Bahia Notícias.

 

“É impossível fechar questão com o partido dividido desse jeito. Não tem como esconder essa divisão. Ontem, o placar na CCJ foi o mesmo da outra vez: 5 a 2. Isso mostra como a questão ainda persiste”, avaliou Gualberto, que também preside o PSDB na Bahia, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com ele, esta é uma forma de “respeitar” as posições divergentes na legenda.

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19 de Out // | Política

União e diálogo é o mote do programa partidário que o Democratas vai exibir na televisão aberta nesta quinta-feira (19). Na peça de 10 minutos, o presidente do partido, senador José Agripino Maia (RN) avalia que o país está dividindo por causa de uma polarização que "ninguém aguenta mais" segundo informações do Bahia Notícias.

 

É hora de dar basta no radicalismo e nas falsas narrativas que alimentam a discórdia. Precisamos buscar o consenso necessário para colocar o país no rumo certo", sugere o democrata, que aposta no "compromisso com o Brasil" para superar a crise. O discurso é semelhante ao de ACM Neto, único prefeito que aparece no vídeo.

 

Neto não acredita em antagonismos, oposições, brigas e disputas como solução para a crise política do país. "A crise só pode ser superada com união. Acho que o caminho é o caminho do diálogo, da proximidade, da abertura para ouvir o cidadão e transformar ações de governo naquilo que é desejado", disse Neto, que aproveitou o espaço para exaltar obras que têm feito em Salvador. O raciocínio segue no discurso do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ).

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19 de Out // | Política

O plenário da Câmara dos Deputados deve votar na próxima quarta-feira (25) a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Nesta última quarta-feira (18), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o parecer do relator Bonifácio de Nadrada (PSDB-MG), no qual ele recomenda a rejeição da denúncia.

 

A votação pode seguir o rito da primeira denúncia, rejeitada em agosto. Na ocasião, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) determinou a presença de 342 deputados para iniciar a votação; a sessão, por sua vez, foi iniciada com um mínimo de 51 deputados presdentes. O advogado de Temer e o relator do parecer teriam 25 minutos cada para falar.

 

Na sequência, deputados inscritos falariam por cinco minutos cada, alternando votos contra ou a favor. Quando quatro deputados falarem, pode ser definido o fim da fase de discursos para encurtar a sessão, desde que fosse marcada presença de 257 parlamentares. Para a denúncia ser aceita, é necessário 342 votos contra o relatório de Bonifácio. Temer precisa de 172 votos a favor, ausências ou abstenções para arquivar a denúncia.

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19 de Out // | Política

Após a aprovação do relatório da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que indica o arquivamento do caso, aliados do peemedebista no Planalto afirmam que a prioridade deve ser pacificar a relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) segundo o Folha de S. Paulo.

 

O parlamentar tem apresentado cotidianamente sua disposição para criticar integrantes do governo e as medidas da gestão, o que prejudica a tentativa de retomar a pauta econômica após a votação do relatório da denúncia no plenário da Câmara. O que está por trás dos atritos é uma disputa oculta em torno do comando da agenda pública do país até o final do próximo ano.

 

A ala mais próxima a Temer no Congresso afirma que não seria possível nem mesmo encaminhar as medidas provisórias de ajuste fiscal com o clima atual. Maia já avisou que não receberá mais MPs. Deputados alinhados a Maia acreditam, por sua vez, que mesmo que vença no plenário, Temer estará muito fragilizado, o que aumentará ainda mais o poder do Congresso – isso impulsiona a rixa entre o presidente da Câmara e o da República.

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19 de Out // | Política

O presidente Michel Temer autorizou a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias para que o Senado rejeitasse as recomendações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano teve o mandato suspenso e foi obrigado a recolhimento noturno após decisão da Corte.

 

Eram necessários pelo menos 41 votos de um dos lados para que a decisão valesse, e o placar acabou 44 apoios contra 26. De acordo com o blog do Josias de Souza, no Uol, os três votos excedente foram da bancada do Matro Grosso do Sul. Os senadores Simone Tebet (PMDB), Waldemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) diziam em privado que votariam contra Aécio.

 

Mas depois do aceno orçamentário votaram a favor do tucano. Segundo a publicação, o presidente do PMDB e líder do governo, Romero Jucá (RR), avisou que não iria ao plenário, mas Temer o estimulou-o a comparecer. O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto Souza (PMDB), estava com uma cirurgia agendada para o horário da votação, mas desmarcou.

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19 de Out // | Política

A ministra Rosa Weber, do TSE, decidirá o rumo de uma consulta que pode ampliar a participação feminina nos partidos políticos. A consulta questiona se a previsão de reservas para a candidatura de mulheres não deveria ser aplicada também em espaços de decisão nas Executivas nacionais, estaduais e municipais das legendas.

 

Desde 2009, o TSE tornou obrigatório o número de candidaturas femininas, que deve ter um percentual mínimo de 30% para cada sigla. Mas mesmo com a medida, e mesmo que representem mais da metade do eleitorado do país (53%), as mulheres ainda não têm um espaço de participação efetiva em cargos de decisão nos partidos.

 

Ao analisar a quantidade de mulheres nos diretórios estaduais na Bahia, é possível verificar que a presença feminina ainda é baixa. Das 31 siglas analisadas, de acordo com dados do TSE, apenas quatro (PMN, PMB, PT e PSOL) possuem mais de 30% dos cargos ocupados por mulheres. Seis (PV, Rede, PSD, PRP, PCdoB e PSDC) ficam entre 22% e 29%, e o restante não consegue passar de 18%. A consulta é da senadora Lídice da Mata (PSB).

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18 de Out // | Política

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (18), por 39 votos a 26 (e 1 abstenção), o relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) que propõe a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

 

Mesmo com a decisão da CCJ, a palavra final sobre o prosseguimento ou não do processo para o Supremo Tribunal Federal cabe ao plenário da Câmara. Se o plenário rejeitar o prosseguimento da denúncia, Temer só poderá ser processado após o fim do madato. Se o plenário aprovar o prosseguimento do processo, o Supremo decidirá se aceita ou não a acusação.

 

Se aceitar, Temer será afastado do mandato. Na votação da primeira denúncia contra Temer na CCJ, por corrupção passiva, o governo conseguiu aprovar parecer de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava a rejeição, por 41 votos a 24. Em uma votação anterior, ainda em relação à primeira denúncia, a maioria da CCJ havia rejeitado o parecer de Sergio Zveiter (Pode-RJ), a favor do prosseguimento do processo, por 40 votos a 25.

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18 de Out // | Política

O movimento de autopreservação presente em votações importantes no Congresso, como no caso de Aécio Neves na terça (17) - quando o senador teve seu mandato devolvido por seus pares - tem uma explicação. Na avaliação do juiz Sergio Moro, faltam pessoas capazes de encabeçar e levar à prática o discurso de combate à corrupção.

 

"Faltam lideranças políticas que sobressaiam com um discurso favorável a esse trabalho de investigação e especialmente com discurso reformista. Fulcrar o enfrentamento da corrupção unicamente no trabalho da polícia, do MP e da Justiça não é suficiente", avaliou. Segundo o juiz, esses crimes são difíceis de serem descobertos e, quando descobertos, são difíceis de serem provados.

 

Há vezes que ainda que se descubram e provem esses crimes, nem sempre encontram resposta adequada no sistema de Justiça. "O importante é que nós tivéssemos lideranças políticas preocupadas com reformas que aumentassem a eficiência do sistema de Justiça e, por outro lado, diminuíssem incentivos e oportunidades de casos de corrupção. E, sinceramente, com todo respeito, o que se vê nesse campo é uma omissão muito grande", observou o juiz.

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18 de Out // | Política

No primeiro dia após retomar o mandato parlamentar, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quarta-feira (18) em plenário que é vítima de uma "ardilosa armação", acrescentando que provará a inocêndia dele. Aécio havia sido afastado por determinação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República.

 

Mas, nesta terça (17), o plenário do Senado derrubou o afastamento, por 44 votos a 26. Ao chegar ao Senado, Aécio, então, se dirigiu ao plenário e fez um breve discurso. Ele se disse "vítima de ardilosa armação, criminosa armação" comandada por empresários que "enriqueceram às custas do dinheiro público" e "corroborada por homens de Estado".

 

"Será no exercício do meu mandato que irei me defender das acusações abusardas e falsas que tenho sido alvo. Vítima de uma ardilosa armação, uma crimonosa armação." – Aécio Neves (PSDB-MG) Em seguida, Aécio afirmou: "No exercício deste mandato irei trabalhar a cada dia e a cada instante para provar a minha inocência. Fui alvo dos mais vis ataques nos últimos dias, mas não retorno a esta Casa com rancor e com ódio".

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18 de Out // | Política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta última segunda-feira (16) um parecer jurídico assinado pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, professor de processo civil, afirmando que ele poderá disputar as eleições presidenciais em 2018, mesmo que seja condenado em segunda instância.

 

Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, o parecer foi entregue pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O parecer aponta que a candidatura poderá ser apresentada mesmo que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal não concedam liminar para suspender a inegibilidade, que viria como consequência da condenação.

 

Pereira aponta que o PT poderá registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral em agosto – somente a partir daí ela poderia ser alvo de impugnação. "Ocorre que entre a impugnação e o afastamento de Lula da campanha há uma enorme distância", explica o professor, que é doutor em Direito Processual Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) segundo informações da coluna do jornal Folha de S. Paulo.

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18 de Out // | Política

Após ser alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal na segunda-feira (16), o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) apareceu pela primeira vez na Câmara dos Deputados nesta quarta (18). Em entrevista ao blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, o peemedebista disse que a investigação contra ele é “normal”.

 

Ele assegurou que os policiais não encontraram em seu gabinete parlamentar, em Brasília, e no seu apartamento em Salvador algo que pudesse incriminá-lo. "Eu tenho certeza de que não vão achar nada. O processo político é que transforma a busca e apreensão como se fosse uma condenação. Os que pensam que isso é um ataque.. isso é uma defesa.", afirmou.

 

O peemedebista está sendo investigado junto com Geddel Vieira Lima por suspeita de que estaria ajudando o irmão a manter R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento na capital baiana. De acordo com a Polícia Federal (PF), o imóvel onde foram encontradas as malas e as caixas com milhões de reais foi emprestado a Lúcio Vieira Lima por um amigo da família e era usado por Geddel Vieira.

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18 de Out // | Política

A CCJ da Câmara dos Deputados retomará nesta quarta (18) a discussão sobre a denúncia contra o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O debate começou na terça (17) e, ao todo, 47 deputados já se pronunciaram, dos quais 35 contra o presidente e 12, a favor.

 

Para esta quarta estão previstos os discursos de mais 9 deputados (outros parlamentares ainda podem se inscrever). Nesta fase, a CCJ discute o parecer do relator, deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia. Passada a fase a discussão, Bonifácio terá até 20 minutos para se pronunciar sobre o relatório.

 

Em seguida, poderão falar os advogados de Temer, de Padilha e de Moreira. Concluída esta etapa, os deputados da CCJ passarão, então, a votar o relatório de Bonifácio Andrada. O parecer será aprovado ou rejeitado conforme a maioria dos votos, desde que estejam presentes à sessão, pelo menos, 34 parlamentares. Independentemente do resultado, a palavra final sobre o prosseguimento ou não da denúncia caberá ao plenário da Câmara.

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18 de Out // | Política

O PPS negocia uma parceria com o movimento Agora!, uma "start-up" política que pretende formar lideranças públicas e lançar candidatos à Câmara no ano que vem. Segundo a Folha apurou, o partido avalia que tem estrutura pronta para oferecer a nomes do Agora!. As conversas começaram em setembro e estão avançadas.

 

O movimento, por sua vez, precisa da barriga de aluguel se quiser entrar na rígida estrutura partidária brasileira. O Agora! quer ter 30 candidatos a deputado no ano que vem. PPS, DEM e Novo são as siglas mais próximas do perfil desejado pelo grupo, criado neste ano por jovens ligados a movimentos de organização política surgidos depois de 2010.

 

Em comum a todas elas, muitas ligadas na origem à Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, do empresário Guilherme Leal (Natura), está a desilusão com a formação da Rede de Marina. Até hoje a ex-senadora, de quem Leal foi vice na chapa em 2010, não conseguiu estruturar seu partido. O uso de siglas para candidaturas ligadas a movimentos externos surgiu em 2016, quando o Movimento Brasil Livre lançou e viu eleitos alguns vereadores.

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18 de Out // | Política

O presidente Michel Temer mobilizou-se para devolver ao senador Aécio Neves (PSDB) o mandato dele, a liberdade noturna e o passaporte.  Segundo o colunista Josias de Souza, para virar votos no plenário do Senado, Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias.

 

Aécio precisava de pelo menos 41 votos, e teve 44. Nenhum senador baiano votou a favor do tucano. O colunista detalha que os três apoios excedentes vieram da bancada do Mato Grosso do Sul: Simone Tebet e Waldemir Moka, ambos do PMDB; e Pedro Chaves, do PSC. Em privado, diziam que votariam contra Aécio. Após o aceno orçamentário, votaram a favor.

 

O senador Romero Jucá, presidente do PMDB e líder do governo, avisara que não daria as caras no plenário na terça-feira, mas Temer estimulou-o a comparecer. Presidente do Conselho de Ética, o senador João Alberto, estava com uma cirurgia agendada para o horário da votação, desmarcou. O senador Paulo Bauer, líder do PSDB, estava no hospital. Na oportunidade, Renan Calheiros (PMDB) ponderou.

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18 de Out // | Política

Sem partido desde que pediu desfiliação do PT, o senador Walter Pinheiro se recusa a falar sobre questões políticas há algum tempo. Não foram raras as oportunidades em que foi instado a tecer comentários diversos sobre a situação de instabilidade institucional vivenciada no Brasil. Este texto integra o comentário para a RBN Digital.

 

Rejeitou telefonemas, inclusive por intermédio da assessoria de imprensa. Sim, ele é um senador da República, mas, pouco depois da primeira votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em maio de 2016, pediu licença da Casa para vir à Bahia ser secretário estadual de Educação.

 

À época da escolha feita pelo governador Rui Costa para a pasta, houve surpresa por parte do “PT raiz”, que questionou a premiação de um ex-filiado com um cargo expressivo – com orçamento robusto se comparado a outros postos. O secretário, entretanto, incorporou um espírito discreto e ficou restrito a comentar ações da pasta.  Em seu lugar, o suplente Roberto Muniz (PP) votou seguindo as recomendações do grupo político que construiu a candidatura de ambos em 2010.

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18 de Out // | Política

Para deputados federais baianos que compõem a bancada de oposição, a divulgação das informações da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro podem interferir na votação da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados.

 

“[A delação] Comprova de maneira cabal o movimento do senhor Michel Temer nessas tratativas escusas. Então de fato é mais gasolina na fogueira e acredito que isso deva servir de elemento para facilitação dessa aceitação da denúncia”, afirmou a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) segundo informações do Bahia Notícias.

 

Questionado sobre o clima na Casa, o deputado Daniel Almeida (PCdoB) afirmou que é de “instabilidade e de desconfiança". “Nós estamos verificando aqui na Câmara muitas inseguranças sobre votos que o governo diz que tem e eu acho que não tem. Acho que até a semana que vem esse clima de instabilidade e de desconfiança permanece, e terá influência sim no resultado”, pontuou o deputado.

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18 de Out // | Política

A articulação comandada pelo deputado federal Ronaldo Carletto (PP) para levar ao Pros deputados estaduais que estão prestes a sair do PSL pode fracassar. Isso porque é grande a probabilidade de o destino político de alguns deles ser o PSD, comandando pelo senador Otto Alencar, e que também abriga o presidente da ALBA, Angelo Coronel.

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, Alan Castro, Manassés e Nelson Leal estão negociando se aninhar aos sociais-democratas. As tratativas foram confirmadas à reportagem por um nome do PSD, que informou também que o convite para a migração foi feito por Coronel.

 

O trio é ligado ao presidente da Casa e apoiou a eleição dele para o cargo, votando, inclusive, contra o correligionário Marcelo Nilo, que disputou com o atual mandatário um novo mandato, mas acabou desistindo na véspera do pleito. A relação com Coronel pode até levar ao recuo de Manassés, que já havia admitido publicamente a possibilidade de o Pros ser seu futuro ninho político.

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18 de Out // | Política

Ao deixar o Palácio do Jaburu, onde jantou com o presidente Michel Temer, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta última terça-feira (17), que a decisão do Senado Federal de manter o tucano Aécio Neves no mandato foi "serena e soberana". Segundo ele, essa também foi a avaliação de Michel Temer.

 

Os dois concordaram também que a medida dá proteção ao Congresso e restabelece os valores institucionais. "Embora represente o interesse da maioria, restabelece de forma serena e equilibrada a institucionalidade do Congresso. A decisão não é pró-Aécio, é pró-Congresso", afirmou Doria em rápida entrevista.

 

"Precisamos ter os valores institucionais do País protegidos. E essa decisão protege a institucionalidade", completou o prefeito. Em relação à denúncia contra Temer que está em tramitação na Câmara, Doria disse que o presidente está tranquilo e avalia que a Casa saberá tomar a decisão correta. O prefeito, porém, negou que Temer tenha solicitado sua ajuda para obter votos entre os tucanos contrários ao governo na Câmara.

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17 de Out // | Política

Os senadores baianos Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar (PSD) e Walter Pinheiro (sem partido) votaram a favor da manutenção do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em sessão realizada nesta terça-feira (17), em Brasília. Eles integraram o grupo de 26 senadores que queriam o afastamento de Aécio.

 

Contudo, 44 senadores votaram a favor de Aécio e derrubaram a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o afastamento do senador tucano. Lídice da Mata já tinha informado à imprensa que votaria contra o senador segundo informações do G1.

 

Otto Alencar não antecipou o voto e Walter Pinheiro pediu exoneração do cargo de secretário de Educação da Bahia para participar da votação. Fontes ligadas ao governo informaram ao G1 que a exoneração é temporária e que Pinheiro deve retomar o cargo logo após a votação. A decisão do STF pelo afastamento do cargo ocorreu depois que Aécio foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

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17 de Out // | Política

O presidente Michel Temer (PMDB) resolveu fazer graça em seus perfis nas redes sociais nesta terça-feira (17), com o episódio do telefone celular dele ter tido o número divulgado pelo site da Câmara dos Deputados. Temer postou a mensagem “Quando atender o telefone, não diga alô. Diga Alô, Temer”.

 

Após cerca de uma hora da publicação a mensagem já tinha 544 comentários, 199 compartilhamentos e mais de 1.300 curtidas no Facebook e o vídeo alcançava mais de 10 mil visualizações.  Michel Temer postou o áudio em que um repórter do jornal “O Globo” liga para ele, para atestar a vericidade da informação de que o número era mesmo do presidente.

 

A informação com o celular de Temer estava postada no site da Câmara juntamente a todo o material da delação do doleiro Lúcio Funaro. O conteúdo foi encaminhado à Casa pelo STF, após o relator do caso na Corte, ministro Edson Fachin, homologar a delação. Apesar do humor na mensagem, nesta terça a CCJ da Câmara dos Deputados segue analisando a denúncia contra Temer e dois ministros de seu governo.

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17 de Out // | Política

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), pediu a prorrogação do prazo para o debate sobre a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

 

Embora tenha sido solicitado nesta segunda (16), a ação só foi revelada nesta terça (17). A solicitação pede que a CCJ conte com mais três sessões válidas do plenário da Casa para discutir a peça apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e o parecer pela rejeição da mesma já entregue pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).

 

O pedido foi feito por meio de carta endereçada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os deputados integrantes da CCJ começaram a debater nesta terça a denúncia contra Temer e os dois ministros. A reunião começou por volta das 10h30 e as discussões, por volta das 11h. Na primeira parte da reunião, antes do intervalo para almoço, 13 deputados discursaram segundo informações do Estadão Conteúdo.

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17 de Out // | Política

O Senado Federal derrubou nesta terça-feira (17), por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato segundo informações do G1. Com isso, Aécio poderá retomar as atividades parlamentares.

 

Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Aécio foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Segundo a Procuradoria Geral da República, o tucano pediu e recebeu R$ 2 milhões da JBS como propina.

 

A procuradoria afirma também que Aécio atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir o andamento da Operação Lava Jato. Desde o início das investigações, Aécio Neves tem negado as acusações, afirmando ser "vítima de armação". A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) resultou em uma crise institucional entre os poderes Legislativo e Judiciário.

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17 de Out // | Política

Suspeito de vazar informações sobre investigações envolvendo o grupo J&F, o procurador Ângelo Goulart Villela afirmou que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot "falseou a verdade" ao incluí-lo no que chamou de "trama" da delação premiada da empresa. Ele prestou depoimento a parlamentares da CPMI da JBS nesta terça (17).

 

Ângelo foi preso em maio deste ano."Eu tinha atribuição desde o princípio para atuar no caso Eldorado, tinha autonomia. O fato de ter que conversar com o coordenador da força tarefa não exime a minha atribuição para atuar", afirmou Villela, que citou declarações de Janot de que ele teria atuado por conta própria.

 

"Houve por parte do ex-procurador-geral (Rodrigo Janot) uma tentativa de falsear a verdade", disse Villela. "Se eu era um procurador infiltrado, ou seja, trabalhando para eles, como eu poderia estar embaraçando uma colaboração que seria benéfica a eles? Eu preciso fazer uma ginástica interpretativa para entender isso", disse. O procurador foi preso no dia 18 de maio segundo informações do Estadão Conteúdo.

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17 de Out // | Política

Em busca de protagonismo com vistas às eleições de 2018, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta terça-feira (17) a criação de uma comissão mista de parlamentares e juristas para elaborar projetos de modernização da legislação contra tráfico de drogas e armas.

 

O colegiado deve ser presidido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "A sociedade vai ver que a Câmara tem agenda de temas que afetam o dia-a-dia das pessoas", afirmou o presidente da Câmara, em entrevista coletiva ao lado do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. O parlamentar fluminense ressaltou que a comissão deve trabalhar, inicialmente, por 120 dias.

 

A comissão vai elaborar projetos na área da segurança pública que serão votados pelo Congresso Nacional. Moraes, por sua vez, afirmou que a finalidade da comissão não é rever o aumento de crimes no Brasil. O objetivo, de acordo com ele, será estabelecer novos instrumentos processuais, de investigação e de cumprimento de pensa para combater o crime organizado. "O Brasil prende muito, mas prende mal", declarou o ministro.

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17 de Out // | Política

Diferente da truculência habitual no trato que Geddel Vieira Lima tinha com a imprensa quando o assunto não lhe era agradável, o deputado federal Lúcio Vieira Lima era mais bonachão. Fazia piada até quando era alvo de perguntas incisivas e, normalmente, se saía bem de embaraços causados pelo entrevistador.

 

Era uma boa estratégia, visto que a pedagogia do constrangimento impele aquele que pergunta a ficar calado. Entre os irmãos Vieira Lima que ocuparam cargos públicos, Lúcio é bem mais simpático se comparado a Geddel. As próprias publicações em redes sociais mostram que o mais jovem da dupla ria de si mesmo com mais frequência.

 

Desde o medo de avião até o cãozinho da filha, que ganhou perfil no Instagram, numa tentativa de formar um dog influencer, Lúcio era bem falante e tinha resposta para tudo – ou quase tudo. Era assim até bem pouco tempo. Já após a primeira prisão de Geddel, no começo de julho, o então presidente da Comissão Especial da Reforma Política submergiu um pouco e deixou de ser tão falastrão.

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17 de Out // | Política

Mais um capítulo envolvendo o nome da ex-mulher do ex-presidente Lula traz à tona a compra de um sítio por parte de dona Marisa. Em 26 de agosto de 2016, mesmo dia em que foi indiciada pela Polícia Federal no esquema do triplex do Guarujá, Marisa registrou em cartório a compra de uma área rural de 25 mil m² em São Paulo.

 

De acordo com a publicação, a escritura, anexada ao plano de partilhas de seu inventário, informa que a mulher de Lula teria pago R$ 230 mil pela propriedade. Uma semana depois de ser denunciada pelo MPF, em 22 de setembro, Marisa registrou em cartório a compra de outra área de 20,5 mil m², pela qual teria desembolsado outros R$ 530 mil.

 

As duas ‘novas’ propriedades fazem parte do chamado Sítio Engenho da Serra, mas conhecido como Los Fubangos, onde Lula fazia reuniões políticas. Ainda conforme a publicação, até então, Marisa havia informado à Receita Federal possuir o equivalente a apenas 36% da segunda área – o restante (64%), agora se sabe, estava em nome da família Higuchi. As informações são do site Antagonista.

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17 de Out // | Política

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tentou sensibilizar os poucos colegas do Senado com quem falou nos últimos dias. A Casa pode definir nesta terça-feira (17) se suspende a determinação. A competência da Primeira Turma do Supremo para decidir sobre o caso será questionada em plenário.

 

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), deve ser o autor. “A única coisa que peço é o meu direito de defesa. Permitam que eu apresente a minha defesa. Não posso ser condenado sem ter essa chance”, teria dito o senador de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha. O tucano tem dito que prefere receber logo o veredicto de seus pares.

 

De acordo com a publicação, consultado por Aécio, Sepúlveda Pertence, ex-presidente do Supremo, chancelou a linha adotada pelo tucano. “Natural que o parlamentar tenha, antes da decisão do Senado, que vale por uma verdadeira condenação, o direito de defender-se.” A coluna revela ainda que Aécio sabe que a situação é extremamente delicada, e ele nem arrisca o placar de seu caso aos aliados.

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17 de Out // | Política

Em delação premiada, o doleiro Lúcio Funaro detalhou o monitoramento do ex-ministro Geddel Vieira sobre sua esposa Raquel Pita, após sua prisão, em julho de 2016. Segundo o delator, o peemedebista "foi o primeiro a ligar" para sua mulher quando sua irmã, Roberta Funaro, foi solta após período de encarceramento no âmbito da Operação Patmos.

 

Ele teria dito que "graças a Deus" Roberta foi solta com o objetivo de tentar arrefecer os ânimos do doleiro para uma delação. Funaro está preso na Papuda, em Brasília, desde 1.º de julho de 2016, quando foi alvo da Operação Sépsis. No dia 5 de setembro último, o ministro Edson Fachin, do STF, homologou a delação premiada do corretor.

 

Ele narra que o ex-ministro monitorava sua situação desde que foi encarcerado por meio de ligações a sua mulher, Raquel Pita. Ele entregou registros de ligações de Geddel, cadastrado como "Carainho" na agenda de contatos. A mulher de Funaro disse que o peemedebista passou a fazer ligações "insistentemente" após a prisão do marido, querendo saber do "estado de ânimo" dele, e que esses contatos feitos em horários noturnos "passaram a incomodar".





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