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Eleições 2018

Eleições 2018

03 de Dez // Foto: Allan White/ Fotos Públicas | Eleições 2018

O esquema de envios em massa de mensagens pelo WhatsApp durante as eleições deste ano teria cometido fraude para garantir que o serviço fosse mantido. Elas utilizaram o CPF de idosos para instalar os chips de celular utilizados no processo que beneficiou vários políticos. Segundo a reportagem da Folha, as informações foram retiradas de relatos feitos ao jornal e de um processo que rola na Justiça do Trabalho.

 

Entre as empresas irregulares, estaria a Yacows, especialozada em marketing digital e subcontratada durante o pleito eleitoral pela AM4, produtora que prestou serviço a Jair Bolsonaro (PSL). O ex-funcionário Hans River do Rio Nascimento, que move um processo trabalhista contra uma das empresas supostamente envolvidas, detalhou como funcionaria a fraude.

 

Segundo ele, três empresas atuavam em conjunto: Yacows, Deep Marketing e Kiplix segundo a Folha de S. Paulo. Como a lei exige o registro de quem utiliza uma linha de celular, as empresas de disparo de mensagens teriam cadastrado números sob CPF e datas de nascimento de pessoas entre 65 e 86 anos, que ignoravam o uso de seus dados. Nascimento apresentou fotos de salas cheias de computadores ligados a celulares e chipeiras.

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26 de Nov // Foto: Divulgação/Reprodução | Eleições 2018

Imagens e vídeos que foram bloqueados nas redes sociais a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continuam no ar em outros endereços, com alto número de interações. O jornal O Estado de S. Paulo identificou pelo menos dez casos em que, mesmo com a determinação judicial, o conteúdo foi compartilhado por outros usuários, mantendo o engajamento na internet em torno de informações comprovadamente falsas.

 

Um dos casos mais emblemáticos é o do vídeo em que Jair Bolsonaro fez ataques ao suposto "kit gay" - apelido pejorativo dado a uma cartilha do Ministério da Educação contra a homofobia. O vídeo principal, que foi gravado há três anos e voltou a circular durante a campanha, tem mais de 280 mil compartilhamentos e ainda está disponível no perfil oficial de Bolsonaro.

 

Em 16 de outubro, o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a remoção de seis postagens do vídeo no YouTube e no Facebook. Nelas, Jair Bolsonaro criticava o livro Aparelho Sexual e Cia. e dizia que a obra havia sido levada a escolas públicas do país no período em que Fernando Haddad (PT) era o ministro da Educação. O vídeo dizia ainda que o livro estimularia crianças a se interessar por sexo precocemente.

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19 de Nov // Bahia Notícias | Eleições 2018

Zé Ronaldo (DEM), terminou a campanha eleitoral com dívida de R$ 1.180.952,55. Segundo informações do site Divulga Cand, que reúne dados sobre os candidatos nas eleições deste ano, o democrata arrecadou R$ 5.165.999,98, enquanto contraiu R$ 6.346.952,53 em despesas, dos quais R$ 5.165.476,71 foram pagos Zé Ronaldo ficou em segundo lugar pela disputa eleitoral ao governo do estado.

 

O presidente do DEM na Bahia, José Carlos Aleluia, garantiu que o partido vai assumir a dívida da campanha. De acordo com o deputado federal, o valor será pago aos poucos pela sigla. “Os credores anuíram que o valor seja pago na medida em que tiver disponibilidade”, afirmou. Ainda segundo Aleluia, o próprio Zé Ronaldo pode assumir parte das despesas.

 

“Ele pode ajudar a quitar. Isso se ele achar que pode, não é uma obrigação, mas o partido é o responsável pela dívida”, disse Aleluia. O candidato foi o único entre os sete que disputaram o governo estadual que ficou com dívida de campanha. Rui Costa (PT), Célia Sacramento (Rede), Marcos Mendes (PSOL), João Santana (MDB), Orlando Andrade (PCO) e João Henrique conseguiram quitar débitos segundo informações do Bahia Notícias.

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19 de Nov // Foto: Reprodução / EBC | Eleições 2018

Derrotado na eleição presidencial deste ano, Fernando Haddad (PT) declarou neste sábado (17) ter gastado em sua campanha um valor 15 vezes maior que aquele declarado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O petista entregou sua declaração na tarde deste sábado, data limite para que os candidatos que disputaram o segundo turno apresentassem suas contas.

 

Haddad arrecadou aproximados R$ 35,4 milhões (sendo R$ 33,7 em recursos financeiros) e gastou R$ 37,5 milhões, restando uma dívida de campanha de cerca de R$ 3,8 milhões. Impedido de disputar a eleição, o ex-presidente Lula (PT), que ocupava a cabeça de chapa antes de Haddad, havia declarado arrecadação de R$ 20,6 milhões e gastos de R$ 19,8 milhões.

 

Já Bolsonaro declarou ter arrecadado R$ 4,4 milhões e gastado R$ 2,5 milhões. Ele já havia entregue suas contas. Vítima de uma facada em setembro, Bolsonaro passou a maior parte da campanha no hospital ou em casa. A área técnica do TSE concluiu na segunda-feira (12), análise preliminar da prestação de contas da campanha de Bolsonaro e apontou 17 indícios de irregularidade na documentação entregue pela equipe do presidente eleito.

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17 de Nov // Foto: José Cruz / Agência Brasil | Eleições 2018

A advogada Karina Kufa, que representa o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na sexta-feira (16), que não é responsabilidade da campanha se algumas pessoas vetadas pela legislação fizeram doações para o candidato segundo o Folhapress. Os técnicos do TSE apontaram vários doadores que seriam "permissionários", com valor total de R$ 5.200 sob suspeita.

 

A legislação proíbe que candidatos recebam doação de pessoa física que exerça atividade comercial decorrente de permissão pública. Segundo ela, Jair Bolsonaro recebeu "mais de 24.896 doações por meio de financiamento coletivo, o que torna esse tipo de pesquisa cadastral muito difícil de ser realizada, em vista do volume de doadores a serem 'investigados'".

 

Kufa disse que "apenas 40 doadores foram identificados como permissionários, representando um número ínfimo em relação ao total de registros". Ela destacou que as empresas privadas que prestam serviços de análise cadastral "não têm informações a esse respeito de permissões públicas, tornando muito difícil a apuração desse tipo de fonte vedada, a qual depende, única e fundamentalmente, da declaração do doador", afirmou ela.

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13 de Nov // Foto: Reprodução / EBC | Eleições 2018

Um levantamento feito pela organização não governamental (ONG) Movimento Transparência Partidária mostra que apesar de uma crescente participação das mulheres na vida política, o número de candidatas e de dinheiro disponível para gastos em campanhas – tanto na disputa por uma cadeira na Câmara Federal quanto na concorrência à uma vagas nas unidades do legislativo estadual – é inferior ao dos homens.

 

Os dados, extraídos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compõem a ferramenta tecnológica Oráculo Eleitoral lançada pela ONG hoj em São Paulo segundo a Agência Brasil. A plataforma agrega informações do TSE sobre as prestações de contas. De acordo com o movimento, a ferramenta estará disponível ao público dentro de 15 dias, no site do movimento.

 

Será possível conferir a distribuição da receita relativa aos repasses da União e de doações aos candidatos, excluindo os cargos de vice e suplentes, dos 35 partidos políticos, por gênero e raça. A apuração indica que, ao longo deste ano, os 19.169 candidatos contaram com R$ 2.195.467.774,91, o que significa que cada candidato recebeu, em média, R$ 114.532,20. Já as 8.915 candidatas tiveram a receita total de R$ 602.860.123,05.

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12 de Nov // Foto: Reprodução / Marketing Land | Eleições 2018

Em ofício enviado ao TSE nesta segunda-feira (12), o Twitter afirmou que os perfis do presidente eleito Jair Bolsonaro e do PSL, não contrataram serviço de disseminação de mensagens na plataforma. A empresa afirma que "averiguou internamente e foi constatado que as contas verificadas do candidato Jair Messias Bolsonaro e do partido político não contrataram impulsionamento de qualquer conteúdo, seja este eleitoral ou não".

 

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, essa resposta foi enviada ao ministro Luís Roberto Barroso, relator da prestação de contas da campanha de Bolsonaro no TSE. Além do Twitter, ele determinou que WhatsApp, Facebook, Instagram e Google respondessem, dentro de três dias, se houve contratação de impulsionamento nas eleições.

 

Até o momento, apenas o Twitter respondeu a determinação feita na quinta-feira (8). Questionada sobre eventuais disparos feitos por outras contas, a empresa frisou que suas regras não permitem o impulsionamento de conteúdo eleitoral no Brasil. Durante o 2º turno da eleição, uma matéria da Folha apontou que empresários contrataram disparos por WhatsApp contra o PT. Por se tratar de doação de campanha por empresas, a prática é ilegal.

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12 de Nov // Foto: Reuters / Bruno Domingos | Eleições 2018

O desmatamento na região amazônica cresceu 48,8% de agosto a outubro, os meses da campanha eleitoral, em comparação com o mesmo período do ano passado. A floresta perdeu 1.674 km2 nesses três meses, área um pouco maior do que a do município de São Paulo. Os números são do Deter B, projeto do Inpe que monitora o desmatamento em tempo quase real para subsidiar a fiscalização ambiental.

 

A taxa oficial é calculada pelo sistema Prodes, de maior resolução, mas os dois métodos têm alta convergência. O principal aumento no desmatamento ilegal do país ocorreu na divisa entre o Acre e o Amazonas, em região de influência da BR-364. Nesses estados, os saltos foram de 273% e 114%, respectivamente. A pecuária é o principal culpado.

 

O coordenador do programa de monitoramento, Cláudio Almeida, diz que esses números têm de ser vistos com cautela, pois fatores como ocorrência de nuvens e outras variáveis diminuem a precisão do Deter.  "A literatura mostra que diversos fatores levam a um aumento no desmatamento: especulação imobiliária, expansão da fronteira agropecuária, consolidação de infraestruturas regionais e expectativas de desenvolvimento regional", diz.

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09 de Nov // Bahia Notícias | Eleições 2018

O pedido de informações sobre as urnas eletrônicas da Bahia, feito pela coligação de Jair Bolsonaro antes do 1º turno, foi uma forma de “garantir provas”, caso o presidente eleito resolvesse ingressar com uma acusação de fraude no pleito presidencial. De acordo com um advogado eleitoral consultado pelo Bahia Notícias, a solicitação feita ao no TRE-BA no dia 7 de setembro não é comum e pode indicar uma preparação do grupo.

 

Para Neomar Filho, advogado eleitoral, ao pedir antes das eleições as atas de geração das mídias e os logs dos computadores que criaram os dados para as urnas, a coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” queria garantias. “O candidato procurou se cercar e ter em mãos os dados que alimentaram as uras, se porventura tivesse que questionar algo”, comentou.

 

Durante as eleições, não foram poucas as vezes que Bolsonaro levantou dúvidas sobre o uso das urnas eletrônicas. No segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de 55 links em que o capitão reformado questionava a lisura das eleições (lembre aqui). “O pedido mostra que Bolsonaro queria se antecipar, caso o resultado não fosse correto”, completou Neomar Filho segundo informações do Bahia Notícias.

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08 de Nov // Bahia Notícias | Eleições 2018

A coligação “Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos”, do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), pediu verificação das urnas eletrônicas utilizadas no primeiro turno das eleições deste ano. A equipe jurídica de Bolsonaro fez uma petição ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), solicitando envio de informações sobre os equipamentos. Eleito em segundo turno, o pesselista terminou o primeiro turno com 46,03%.

 

Já Fernando Haddad (PT), teve 29,28%. Na época, Bolsonaro levantou dúvidas sobre a segurança das urnas, ao dizer que um problema nelas o impediu de vencer em 1º turno. O discurso sobre fraude nos equipamentos permeou a campanha dele, que chegou a sugerir em inúmeros momentos que só seria derrotado se houvesse algum tipo de esquema ilegal.

 

A coligação pediu as atas da geração de mídias das urnas; atas da cerimônia de Verificação Pré-Pós Eleição, que é parte integrante dos programas da urna, para conferir os sistemas nela instalados; as atas de carga das urnas, ou seja, sobre o processo de inseminação dos equipamentos com as informações sobre os candidatos que serão votados; e os logs do gerador de mídias de todos os computadores usados para gerar mídia no primeiro turno.

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07 de Nov // Folhapress | Eleições 2018

As correntes de WhatsApp continuam circulando com desinformação, e vão de incentivo a perseguição a professores até alertas sobre uma suposta dominação comunista. Após a vitória de Jair Bolsonaro, a deputada Ana Caroline Campagnolo (PSL) pediu em suas redes sociais que estudantes denunciassem professores que fizessem "queixas político-partidárias em virtude da vitória do presidente [Jair] Bolsonaro".

 

No dia seguinte, Campagnolo, que é professora de história, postou em suas redes sociais uma foto com aluno em sala de aula vestindo uma camisa com o presidente eleito e as cores da bandeira nacional. A atitude da deputada se espalhou pelo Brasil, surgindo o mesmo tipo de campanha para dedurar professores em Recife e Juiz de Fora segundo o Folhapress.

 

A situação em faculdades públicas também virou alvo de preocupação das correntes. Um vídeo-manifesto de 13 minutos alerta para uma suposta situação em que drogas "são vendidas por funcionários narcotraficantes" para alunos, que são obrigados a participarem de festas e a usarem drogas, se não são taxados de "fascistas, canalhas e safados". O manifesto ainda diz que nestas faculdades, se você não vota no partido PT seria espancado.

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06 de Nov // Bahia Notícias | Eleições 2018

A equipe do governador reeleito da Bahia, Rui Costa (PT), doou dinheiro para a campanha do petista e ajudou a fechar a conta nos últimos dias de outubro. Ao total, foram doados R$ 111.999,99 entre os dias 23 e 31 de outubro. Nestor Duarte, secretário de Administração Penitenciária , doou R$ 50 mil. Já Jerônimo Rodrigues (Desenvolvimento Rural) e Fábio Vilas Boas (Saúde) depositaram R$ 10 mil, cada.

 

O presidente da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, também doou a mesma quantia, R$ 10 mil reais. O superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde (Saftec), Luiz Henrique Gonzales d’Utra, transferiu R$ 8 mil. O ex-chefe da Casa Civil Carlos Palma de Mello também ajudou a fechar a conta da campanha, doando R$ 7 mil.

 

A chefe de gabinete da Sesab, Nelma Carneiro Araújo, doou R$ 5 mil. O assessor especial da pasta, Cassio André Garcia, deu outros R$ 5 mil. O diretor de Modernização Administrativa (DMA), Diego Cavalcante Teixeira Daltro, deu R$ 4.999,99. O diretor-presidente da Companhia de Ação Regional (CAR), Wilson José Vasconcelos Dias, e o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, doaram R$ 1 mil conforme apurado pelo Bahia Notícias.

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06 de Nov // Foto: Agência Brasil | Eleições 2018

Por uma quantia de R$ 2 milhões de reais, a campanha de Henrique Meirelles (MDB), ex-ministro da Fazenda e candidato derrotado à Presidência da República, teria contratado disparos de mensagens em massa via WhatsApp no primeiro turno das eleições. Segundo revelado pelo portal UOL nesta última segunda-feira (5), o alvo das mensagens eram beneficiários do programa social Bolsa Família no país.

 

Contratada para cuidar de parte da campanha na internet incluindo serviços como a construção e manutenção de um site e gestão de redes sociais, a empresa Deep Marketing disparou, entre os dias 18 de setembro e 5 de outubro, pelo menos 24 mensagens diferentes em massa pelo WhatsApp com propaganda oficial da campanha de Meirelles.

 

Em uma das mensagens, dois dias antes do primeiro turno, o conteúdo dizia "Programa Bolsa Família ainda melhor. Pro-criança: receba um benefício extra para deixar seu filho numa creche particular”, afirma. A Deep Marketing tem entre seus sócios o empresário Lindolfo Antônio Alves Neto, que também é dono da Yacows,  investigada pela Polícia Federal por participar de um esquema de envios de mensagens com conteúdo anti-PT.

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05 de Nov // Bocão News | Eleições 2018

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) apresentará um índice de renovação de 38% na próxima legislatura, a partir de janeiro de 2019. Dos 63 deputados estaduais eleitos, 24 são novatos, que juntos receberam quase 1,4 milhão de votos. O índice de renovação na Casa Legislativa segue a tendência nacional, quando figuras tradicionais da política receberem um revés nas urnas.

 

Em contrapartida, nomes sem histórico de cargos eletivos obtiveram sucesso na disputa eleitoral deste ano. Casos como o do jovem empresário Adalberto Barreto, conhecido como “Dal” (PCdoB). Novo no cenário político baiano, o amargosense surpreendeu como um dos deputados estaduais mais votados na Bahia.

 

O parlamentar conquistou mais de 74 mil votos, ficando atrás apenas de candidatos com padrinhos políticos fortes. Dal construiu sua candidatura percorrendo mais de 80 cidades baianas, sendo o mais votado em cidades como Brejões, Valença, Itagi, Santa Maria da Vitória e Iaçu. O deputado estadual eleito também figurou como o parlamentar mais votado em toda a história política da cidade de Amargosa, localizada no Vale do Jiquiriçá.

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05 de Nov // Bahia Notícias | Eleições 2018

A Defensoria Pública da Bahia e a Defensoria Pública da União decidiram manter o serviço do Observatório de Intolerância Política por tempo indeterminado, diante de atos de violência mesmo com o fim das eleições. O observatório foi criado no dia 15 de outubro pelos dois órgãos. O grupo, criado para assegurar o direito das pessoas em votar e a livre escolha, registrou 54 denúncias até o último dia 31 de outubro.

 

O Observatório mapeou os casos de intolerância política e deu assistência as pessoas que sofreram alguma violação, como ameaças verbais ou digitais, ataques virtuais, danos patrimoniais, violência física e até assassinato. Do total de registros, 55% foram contra mulheres, 55,6% das denúncias foram por ataques digitais, 27,8% ofensas e ameaças e 16,7% agressões físicas.

 

A defensora Mônica Aragão, coordenadora do Observatório, afirmou que, com o diagnóstico, é preciso se fortalecer a educação em direitos, “pois as instituições e sociedade não estavam preparadas para este tipo de ódio que foi disseminado nestas eleições”. Segundo eles, ao longo deste período será promovido dialogo com outras instituições ara que se estude a possibilidade de ampliação do Observatório com integração de novos parceiros.

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04 de Nov // Foto: O Imparcial | Eleições 2018

As eleições deste ano foram marcadas por desinformação, em grande parte impulsionada nas redes sociais. Esta é a avaliação de analistas ouvidos pelo jornal Estadão Conteúdo. O Projeto Comprova, consórcio de 24 veículos brasileiros do qual o Estadão fez parte, verificou 147 boatos recebidos durante pouco mais de dois meses de eleição no país. Destes, a esmagadora maioria (91,8%) se mostrou falsa.

 

O volume de desinformação surpreendeu Claire Wardle, diretora do First Draft, organização internacional que deu origem ao Comprova que trabalha entre vários veículos de comunicação. Ela já havia trabalhado com o fenômeno nas eleições presidenciais da França, e agora tem projetos de atuar nos pleitos na Nigéria, Indonésia, Índia, Argentina e Uruguai.

 

"Minha impressão é que, definitivamente, havia mais desinformação no cenário brasileiro. Na França, recebemos 660 mensagens do público em nosso site, e no Brasil foram 67 mil mensagens no WhatsApp", afirmou Claire Wardle. O trabalho dos "checadores" na imprensa começou há alguns anos, em alguns veículos pontuais. Mas, segundo o editor do projeto, Sérgio Lüdtke, se estabeleceu como um fenômeno essencial para o jornalismo.

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03 de Nov // Folhapress | Eleições 2018

As 'fake news' [notícias falsas, em português] devem ter tido uma influência muito grande no resultado das eleições, porque as histórias tiveram um alcance absurdo. A informação [falsa] das fraudes em urnas eletrónicas com o intuito de contabilizar votos para Fernando Haddad, do PT, alcançou 16 milhões de pessoas nas redes sociais, 48 horas após a primeira volta das eleições e a notícia continuou viva na segunda volta.

 

É o que afirmou o coordenador de campanhas da Avaaz, Diego Casaes, citado pelo jornal Folha de São paulo. "As pessoas conhecem o problema das 'fake news' e têm clareza do impacto negativo que causam, mas as notícias falsas trazem elementos passíveis da verdade, como a montagem do vídeo no caso da informação sobre a fraude nas urnas, por exemplo", disse.

 

A pesquisa foi realizada pela plataforma Idea Big Data, de 26 a 29 de outubro. Foram entrevistados 1.491 pessoas no país, tendo analisado as rede socias Facebook e Twitter. O estudo também revelou que 85,2% dos eleitores de Jair Bolsonaro entrevistados leram a notícia que Fernando Haddad implementou o 'kit gay' (livro sobre educação sexual) e 83,7% acreditaram na história, que se comprovou ser falsa segundo informações do Folhapress.

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02 de Nov // Foto: Amanda Perobelli/Reuters | Eleições 2018

O desempenho do PT na disputa pela Presidência da República em 2018 foi pior em 69% das cidades do país. Fernando Hadadd, o candidato escolhido pelo partido para 2018, conquistou uma fatia menor de votos do que a ex-presidente Dilma Rousseff em 2014 em 3.828 dos 5.570 municípios do país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cenário foi pior para o partido nos grandes centros.

 

Haddad teve uma fatia menor de votos que Dilma em quase todos os municípios com mais de 500 mil habitantes. As exceções foram São Paulo e Salvador. Junto com Florianópolis, elas foram as três únicas capitais em que o petista conseguiu avançar em relação a 4 anos atrás. Haddad obteve desempenho melhor que Dilma majoritariamente em municípios menores.

 

Das 1.742 cidades em que o petista teve uma fatia maior dos votos que a ex-presidente, 1.716 têm até 100 mil habitantes. Para o cientista político da Universidade Metodista Kleber Carrilo, o recuo nas grandes cidades e o avanço nas pequenas está ligado a um maior poder de influência do PT sobre lideranças locais, que é mais forte em municípios menores. “A influência sobre políticos, como prefeitos e vereadores, é maior nas pequenas cidades".

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01 de Nov // Uol Notícias | Eleições 2018

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, diz lamentar as críticas feitas pelo candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT). A parlamentar diz que o PT compreende as "dores" do pedetista. Ao jornal "Folha de S.Paulo", Ciro fez fortes críticas ao PT e a seu líder maior, o ex-presidente Lula. O ex-candidato disse que não aceitou ser vice de Lula, como Fernando Haddad (PT), por considerar isso uma "fraude".

 

"Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Fernando Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado", disse Ciro Gomes. Ele também disse que os petistas são responsáveis pela eleição do novo presidente Jair Bolsonaro (PSL), eleito no último domingo (28), no 2º turno.

 

Em resposta, Gleisi usou suas redes sociais para lamentar que "Ciro esteja tão irritado com seu seu resultado eleitoral insatisfatório". "Mas entendemos suas dores e somos solidários. O que importa é a unidade contra o fascismo e o ataque aos direitos do povo. Nisso estaremos juntos!", escreveu. Ciro também fez duras colocações a respeito do teólogo Leonardo Boff, ligado ao PT, e que criticou o pedetista por não ter declarado voto em Haddad.

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31 de Out // Foto: Arthur de Souza/F. de Pernambuco | Eleições 2018

Em ato contra Jair Bolnonaro (PSL) nesta última terça-feira (30), o líder do MTST Guilherme Boulos disse que reconhece o resultado das eleições deste domingo (28), mas que inicia desde já um movimento de oposição ao presidente eleito. "Nós não somos o Aécio Neves", disse, em referência ao candidato derrotado do PSDB à Presidência em 2014, que pediu auditoria do resultado ao Tribunal Superior Eleitoral.

 

Boulos foi candidato do PSOL nesta eleição a presidência da República e ficou com 0,5% dos votos válidos. "O Bolsonaro se elegeu presidente do Brasil, não imperador do Brasil", disse. Um presidente tem que "respeitar as liberdades democráticas", acrescentou, "e não afirmar que as oposições têm que ir para a cadeia ou exílio" segundo o Folhapress.

 

Boulos foi recebido pela plateia com o grito "ô, Bolsonaro, preste atenção, a sua casa vai virar ocupação". Ele se apressou em dizer que era "uma brincadeira". Antes, aliados do presidente eleito usaram o grito em campanha para atacar o adversário. "Ele se utilizou disso para atacar e criminalizar o movimento porque é o que sabe fazer", disse Boulos. Por volta das oito, o ato, que estava parado em frente ao Masp, saiu em caminhada em direção à Consolação.

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31 de Out // Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress | Eleições 2018

O ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), disse ter sido “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao partido em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.  O pedetista ainda acusou a sigla de eleger Jair Bolsonaro (PSL) e criticou a articulação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura. Ciro foi terceiro colocado na eleição presidencial.

 

“Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana. Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? [...] Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira”, atacou.

 

Ciro também considerou um insulto o convite do ex-presidente Lula para assumir o papel de seu vice no lugar de Fernando Haddad (PT). “[Não aceitei o convite] Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei”, disse segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

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31 de Out // Foto: Divulgação | Eleições 2018

João Amoêdo, que concorreu a presidência da República pelo partido Novo, defendeu, em publicação feita em rede social nesta última terça-feira (30), que o governo federal mantenha verba para publicidade apenas em "campanhas de utilidade pública". A fala de Amôdeo se dá na esteira das declarações feitas pelo presidente eleito neste domingo (28), Jair Bolsonaro, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

 

"Acredito que a verba para propaganda oficial do governo deve ser restrita apenas a campanhas de utilidade pública, tais como vacinação, matrícula, calamidades e etc. Estes recursos devem ser aplicados com critérios objetivos de relevância, e não de forma discricionária, ao gosto do governante. O dinheiro público não é dinheiro do governante, é do cidadão".

 

É o que diz o trecho do texto divulgado por Amoêdo. Jair Bolsonaro se disse "totalmente favorável à liberdade de imprensa", com um adendo: "Temos a questão da propaganda oficial de governo, que é outra coisa". Desde a campanha, o capitão reformado vem ameaçando cortar verbas publicitárias que o governo federal destina a veículos da imprensa que fazem reportagens que lhe desagradam, sobretudo o jornal Folha e a Rede Globo.

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31 de Out // Foto: Reprodução / EBC | Eleições 2018

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apresentou na terça-feira (30) uma denúncia sobre a exploração de crianças em vídeos que circularam nas redes sociais e grupos de WhatsApp durante a campanha eleitoral deste ano. A solicitação da entidade para apurar os abusos praticados contra crianças nas eleições foi entregue à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Para a PF, a SBP pediu que se abra investigação para identificar e punir os responsáveis pela produção e distribuição massiva dos vídeos. Ao Ministério Público, os pediatras pedem que a demanda seja encaminhada ao Judiciário. Ao TSE, a solicitação é para que sejam criadas regras explícitas que impeçam novas ocorrências como essas nas próximas eleições.

 

A SBP explica que a exposição de pessoas de 0 a 19 anos nos vídeos é análoga aos casos de exploração sexual ou de trabalho e fere o Estatuto da Criança. Ainda segundo a Sociedade, os pais ou responsáveis pelas crianças devem ser responsabilizados. Um dos vídeos citados é o que apresenta crianças repetindo, a mando de adultos, “declarações e textos incompatíveis com suas idades e graus de desenvolvimento intelectual e cognitivo”.

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31 de Out // Acorda Cidade | Eleições 2018

Ex-prefeito de Feira de Santana e ex-candidato ao governo pelo DEM, José Ronaldo foi convidado para integrar o PSL baiano, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro no estado. A dirigente estadual da legenda, Dayane Pimentel, confirmou o convite. Desde que se iniciou na política, José Ronaldo integra os quadros do Democratas. Ronaldo é uma das apostas para concorrer à prefeitura de Feira em 2020.

 

“O PSL é aberto para todas as pessoas que queiram se unir a nós e ajudar nosso projeto. Já fiz esse convite ao José Ronaldo, no início, quando ele ainda estava com pretensão de sair ao senado. Nosso partido quer crescer, buscando pessoas que entendam o perfil do Bolsonaro”, comentou a deputada federal eleita segundo informações do Acorda Cidade.

 

Apesar do convite na mesa, Pimentel declarou que ainda é muito cedo para oficializar o movimento de composição dentro da legenda. “Existe sim esse espaço. Então a gente entendendo que há a possibilidade, não teríamos porque negar, mas ainda não estamos analisando esses aspectos, até porque estamos em fase de reconhecimento dessas funções para entender quem é que vai compor junto com a gente”, justificou ela.

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30 de Out // G1 | Eleições 2018

O governador Rui Costa, reeleito no primeiro turno nas eleições, já conta com o apoio de mais da metade dos deputados eleitos para a Alba. Do total de 63 deputados que garantiram vagas na casa, 43 (68%) apoiam o atual governador e formam, portanto, a base aliada: 42 deles integraram a coligação liderada por Rui nas eleições e um, que é filiado a partido que não esteve coligado, declarou que ficará ao lado do atual governo.

 

A bancada de oposição na Alba conta, até agora, com 15 nomes. Um deputado declarou que ficará neutro, sem apoiar nem base e nem oposição, e dois disseram que não definiram os posicionamentos. Outros dois deputados eleitos não foram localizados para dizer como ficarão posicionados. Rui Costa foi reeleito com 75,50% dos votos válidos (5.096.062).

 

O segundo colocado, José Ronaldo (DEM), obteve 22,26% (1.502.266 votos). Costa concorreu pela coligação "Mais Trabalho Por Toda a Bahia", composta por 14 partidos: PT, PP, PDT, PSD, PSB, PC do B, PR, PMB, PRP, PODE, AVANTE, PMN, PROS e PTC. O PT e o PSD foram as legendas que mais elegeram deputados estaduais na Bahia (10 e 9, respectivamente) nas eleições deste ano. Ambas as siglas são da base do atual governador.

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30 de Out // Foto: Reprodução / Senado | Eleições 2018

Pelo menos sete jornalistas foram intimidados ou agredidos fisicamente após o anúncio do resultado das eleições no domingo (28). Em todos os casos registrados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a violência partiu de apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a associação, um repórter foi ameaçado pelo deputado federal Marcio Labre (PSL) através do Twitter.

 

Na madrugada da última segunda-feira (29), João de Andrade Neto postou em seu perfil que "fascismo não se aceita, se combate". Em resposta, o parlamentar disse que "se transgredir a lei e a ordem, vai conhecer a mão pesada do estado". Quem também proferiu ofensas a jornalistas foi Carlos Eduardo Guimarães, assessor de imprensa de Bolsonaro.

 

Por meio do WhatsApp, ele enviou "vocês são o maior engodo do jornalismo do Brasil". No dia seguinte, ele compartilhou uma nota com um pedido de desculpas, pontuando que "atacar ou desmerecer quaisquer profissionais" não é a orientação dos deputados Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Nantes. A Abraji cita ainda que, em Fortaleza, um profissional do jornal O Povo foi agarrado pelos braços por eleitores de Jair Bolsonaro.

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30 de Out // | Eleições 2018

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, classificou nesta terça-feira (30) o candidato derrotado à Presidência da República, Fernando Haddad, como a maior liderança petista depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, o ex-prefeito vai ter papel de “grande protagonista” na construção de uma frente democrática para combater violações de direitos no governo de Jair Bolsonaro (PSL).

 

“O papel do Haddad é muito relevante. Ele emerge como uma grande liderança dessa eleição. Ele é depositário de 47 milhões de votos e tem papel de protagonismo muito forte dentro do PT”, afirmou Gleisi, durante entrevista após reunião feita pela cúpula do partido. O papel de Haddad enquanto liderança passou a ser discutido internamente após a derrota dele para Bolsonaro.

 

Há a avaliação de que ele sai fortalecido da eleição e com condições de liderar a oposição contra o capitão. Haddad sempre sofreu resistência de setores do PT, inclusive da Gleisi. A legenda ainda definiu algumas pautas prioritárias na “resistência” contra Bolsonaro. Uma delas, segundo a presidente do partido, é a votação da reforma da Previdência. Bolsonaro já sinalizou que quer que parte do projeto seja apreciado no Congresso ainda este ano.

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30 de Out // Foto: Carlos Casaes/ Divulgação | Eleições 2018

Para muitos, o Partido dos Trabalhadores foi o grande derrotado das eleições de 2018, após Fernando Haddad (PT) perder para Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição. Não há muito o que discordar dessa avaliação. No entanto, o partido ainda seguiu com o maior número de governadores e deve passar por um processo de reinvenção para se manter articulado para as próximas eleições.

 

Isso inclui a revisão dos discursos e das ações que colocaram a legenda entre as principais forças políticas do país. Em meio ao cenário de terra arrasada, um petista não tem do que reclamar: o governador reeleito da Bahia, Rui Costa. Rui recebeu a maior votação nominal do PT em todo o país, perdendo apenas, obviamente, para o candidato à Presidência.

 

Saiu vitorioso com mais de 74% dos votos no primeiro turno e catapultou aliados para o Senado Federal, para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia. E, entre um turno e outro, conseguiu ampliar a votação de Haddad na Bahia, dando mais um milhão de votos ao petista em território baiano. Mais votos do que o próprio Rui obteve na reeleição. Este texto integra o comentário desta terça-feira (30) para a RBN Digital.

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30 de Out // Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil | Eleições 2018

A soma de abstenções, votos brancos e nulos apresentam tendências distintas ao contrapor o eleitorado da Bahia com o do Brasil. A nível nacional, o chamado não voto vem crescendo no 2º turno das disputas presidenciais desde 2002. No plano estadual, considerando o mesmo período, ele apresenta queda. A disputa entre Lula e Serra em 2002 provocou na Bahia um não voto de 36% do total do eleitorado.

 

No embate entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no último domingo (28), o percentual passou para 29,08%. Entre as duas eleições, apenas a de 2006 foi um ponto fora da curva. Nas demais, a tendência de queda se confirmou. Considerando todo eleitorado brasileiro, no entanto, o não voto atingiu uma marca histórica neste domingo de 2º turno.

 

Pela primeira vez desde pelo menos 2002, uma disputa de segundo turno pela Presidência teve índice acima de 30% de não voto. Nas eleições anteriores, houve oscilação, mas indicando um crescimento das abstenções e dos votos nulos e brancos. Em entrevista ao Bahia Notícias, o cientista político Cláudio André Souza, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, levantou hipóteses para essas diferentes curvas.

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30 de Out // Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas | Eleições 2018

O candidato derrotado na disputa pela Presidência no 2º turno, Fernando Haddad (PT), disse que não cumprimentou no domingo (28), o vencedor na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), por ainda estar "muito sentido". Em entrevista à TV Globo, ele comentou que estava "sentido" com uma "fake news". De acordo com apuração do TSE, o petista recebeu 47.040.906 de votos contra 57.797.847 votos do presidente eleito.

 

"Ontem teve um último ataque muito forte de fake news, via Whatsapp, e ontem foi o mais baixo dos ataques, inclusive esclarecido pela imprensa, acusando de eu abusar de uma menina de 11 anos. Uma coisa muito grotesca. Eu fui alvo desses ataques quase a campanha inteira. Não esperava que ontem haveria um último disparo de mensagens contra mim", afirmou.

 

Haddad parabenizou Bolsonaro pela vitória na eleição por meio do Twitter. Ele disse que já voltou a dar aulas e só deve falar sobre seus próximos passos na vida política a partir da próxima semana. "Um professor não foge à luta, depende do que a história me reservar", comentou. Professor universitário, Haddad disse que já voltou a dar aulas, mas que pretende falar sobre os próximos passos políticos, como a presidência do PT, só na próxima semana.

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30 de Out // | Eleições 2018

Ao Jornal da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que vai lutar pela redução da maioridade penal. E que, por ele, deveria ser reduzida para 14 anos - o projeto que tramita no Congresso estipula a idade em 16 anos. "Se não for possível para 16, que seja para 17 [anos]. Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada. Reduzindo a maioridade penal, a violência no Brasil tende a diminuir", afirmou.

 

Bolsonaro também falou de seu plano para a Educação, que considera "o ministério mais importante". "Vamos deixar de lado a filosofia de Paulo Freire", afirmou. Questionado sobre a ditadura militar, o capitão reformado disse que a população brasileira está começando a entender que "não houve ditadura", e relativizou a censura a meios de comunicação na época.

 

"O período militar não foi ditadura", disse. À TV Record, o sucessor de Temer defendeu a revisão da MP do Teto dos Gastos, porque defende que a economia não tem espaço para ampliar os gastos e investir. "É dispensável a questão do teto, porque a economia já está deficitária. Então não adianta querer revogar a emenda constitucional do teto se não há mais como investir no Brasil. O teto no meu entender é importante. Se puder ser aperfeiçoado".

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30 de Out // Foto: Felipe Carneiro / RBS | Eleições 2018

Pesquisa Datafolha divulgada ontem (29) aponta que o brasileiro parece discordar do discurso do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) a favor do posse de armas. 55% das pessoas dizem acreditar que a posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas. Por outro lado, para 41% dos entrevistados, a arma legalizada deveria ser um direito do cidadão. Há ainda 4% que disseram não saber.

 

No Nordeste, onde Haddad (PT) foi melhor do que Bolsonaro, o índice é ainda maior: 65%. A proposta de ampliar o posse de armas consta no plano de governo do presidente eleito e já foi defendida pelo “braço direito” dele, o senador Magno, logo após o resultado das urnas. O Datafolha também ouviu os eleitores sobre a aceitação da homossexualidade.

 

Em 2011, ele chegou a afirmar que: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. Ao decorrer da campanha das eleições deste ano, ele recorreu a um tom mais ameno, dizendo que não é homofóbico, embora tenha declarado que iria acabar com “coitadismo” e sua campanha tenha insistido na notícia falsa que relaciona Haddad com um “kit gay”.

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30 de Out // Foto: Magda Ataíde/G1 | Eleições 2018

Em um período marcado pelo cansaço do eleitor com a política tradicional, o número de governadores reeleitos em 2018 só não é menor que o das eleições de 2002. Na atual Constituição, a medida só foi permitida partir das eleições de 1998. Em 2002, houve nove governadores reeleitos, agora foram dez. Ainda assim, a proporção é menor: 16 chefes de estado tentaram a reeleição, agora foram 20.

 

Quatro anos antes, na primeira eleição em que essa possibilidade foi aberta, 20 tentaram um novo mandato. Além disso, no Tocantins, Siqueira Campos renunciou para viabilizar a candidatura de parentes, mas concorreu novamente ao governo -e ganhou. Após 2002, houve duas eleições em que 20 governadores disputaram o cargo novamente: 2006 e 2010.

 

Respectivamente foram reeleitos 14 e 13. Na eleição anterior à de domingo, de 2014, foram 18 candidatos à reeleição e 11 vitórias para os administradores. Desta vez, foram reeleitos Renan Filho (MDB-AL), Waldez Goes (PDT-AP), Rui Costa (PT-BA), Camilo Santana (PT-CE), Flávio Dino (PC do B-MA), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Paulo Câmara (PSB-PE), Wellington Dias (PT-PI), Belivaldo Chagas (PSD-SE) e Mauro Carlesse (PHS-TO).

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29 de Out // Foto: Mário Miranda / Amcham | Eleições 2018

O candidato do PDT derrotado no 1º turno, Ciro Gomes, divulgou nota nesta segunda (29) na qual desejou boa sorte ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também postou o texto no Twitter. Após a derrota no 1º turno, ele ficou em terceiro lugar com 12% dos votos. Ciro viajou para a Europa e voltou na véspera do segundo turno. O partido dele, o PDT, anunciou "apoio crítico" a Fernando Haddad (PT).

 

Ao desembarcar, pediu voto pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo. Ciro disse que cabe a um "democrata verdadeiro" reconhecer o resultado das urnas. "Para mim, que cultivo a correção de conduta, impõe-se, também, desejar boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro para que ele possa fazer o melhor pela sofrida nação brasileira", escreveu.

 

Ciro disse também que fará oposição com "dentro do marco da decência e do espírito público". "Essa oposição que nasce, não se confunde com forças que só defendem a democracia ao sabor de seus interesses mesquinhos ou crescentemente inescrupulosos ou mesmo despudoradamente criminosos", afirmou. Ele disse que Jair Bolsonaro tem obrigação de respeitar o "conjunto da nação", inclusive as minorias e aqueles que forem críticos.

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29 de Out // Foto: AFP / Nicholas Kamm | Eleições 2018

O presidente Donald Trump, deu mais detalhes da conversa que teve por telefone, com o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) (lembre aqui). No Twitter, Trump disse que teve uma “conversa muito boa” com o capitão da reserva. “Nós concordamos que Brasil e Estados Unidos vão trabalhar juntos em comércio, defesa e tudo o mais! Ligação excelente, o parabenizei!”, disse o americano pelo Twitter.

 

“Tive uma conversa muito boa com o novo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que ganhou a disputa com uma margem substancial”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua rede social. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou na noite de domingo que, ao telefone, os dois demonstraram forte interesse de trabalhar "lado a lado".

 

“Os dois expressaram um forte compromisso de trabalhar lado a lado para melhorar as vidas dos povos dos Estados Unidos e do Brasil e, como líderes regionais, das Américas", afirmou Sarah. Na noite de domingo, Bolsonaro já havia anunciado que Trump foi um dos líderes que o telefonou para parabenizá-lo pela vitória. Com 100% da apuração das urnas, Bolsonaro obteve 55,13% dos votos válidos, conquistando 57,7 milhões de votos. 

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29 de Out // Bahia Notícias | Eleições 2018

Senador pela Bahia, Otto Alencar (PSD) declarou que não vai facilitar para o governo de Jair Bolsonaro (PSL), caso o capitão da reserva promova ações em uma espécie de retaliação ao governador Rui Costa (PT), que fez uma campanha incisiva para a candidatura Fernando Haddad (PT), adversário do presidente eleito. Jair Bolsonaro foi ajudado pelo discurso e sentimento antipetista na eleição de 2018.

 

Segundo Otto, a primeira entrevista do presidente eleito, que pregou a união do país, deve ser o norte de governo. “Foi uma fala distinta de alguns dos momentos em que ele acirrou muito os ânimos. Quando alguém senta na cadeira para assumir um país, tem que saber que ganhou com a maioria, mas tem que governar para vencedores e vencidos”, falou Otto.

 

Em evento em São Paulo, antes da eleição para presidente da República, o presidente eleito prometeu exterminar os opositores. Apesar do PSD nacionalmente flertar com o futuro ocupante do Palácio do Planalto, Otto Alencar reafirmou que defenderá o governo petista baiano de sanções: “Se o governador da Bahia for retaliado, Jair Bolsonaro terá uma reação forte nossa, como fizemos com Michel Temer" segundo informações do Bahia Notícias.

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29 de Out // Foto: AFP | Eleições 2018

O senador Magno Malta (PR), que não conseguiu ser reeleito no Espírito Santo e faz parte da base de apoio de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, ontem, que a partir de janeiro do ano que vem o Congresso aprovará a posse de arma de fogo para o cidadão comum no país. Malta fez um discurso no alto de um trio elétrico instalado em frete ao condomínio de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste.

 

Ele afirmou que não passarão no país propostas em direção a descriminalização das drogas ou do aborto. Malta disse que o país é cristão formado por “católicos, evangélicos e judeus. Ele afirmou ainda que não é fake news a informação difundida pela campanha de que o kit anti-homofobia tinha como objetivo “ensinar homossexualismo para crianças”.

 

“Não é fake news não, senhora [ministra] Rosa Weber”, diz o senador. Ovacionado pelo público, Magno Malta disse que os opositores do presidente eleito Jair Bolsonaro atacam “valores de fé, de vida e da família” brasileira. “A Virgem Maria é a mãe de Cristo e nós não vamos aceitar que esses canalhas, em nome de cultura, ataquem a virgem e chamem Jesus de viado”, disse Malta Malta, rouco de tanto gritar segundo informações do Correio.

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29 de Out // G1 | Eleições 2018

Jair Bolsonaro (PSL), venceu em 4 estados que deram vitórias ao PT no 2º turno em todas as eleições desde 2002: Amazonas, Amapá, Minas e Rio de Janeiro. Minas e Rio são, respectivamente, o 2º e o 3º maiores colégios eleitorais e foram fundamentais para a vitória de Bolsonaro. Juntos, respondem por 4,7 milhões dos 10,8 milhões de votos que o presidente eleito teve a mais que Fernando Haddad (PT).

 

No Amapá e no Amazonas, a vantagem de Bolsonaro em relação a Haddad foi menor: o presidente teve 1.480 a mais no primeiro, ou 0,4% dos votos válidos; e 9.586, ou 0,54%, no segundo. Além de tomar 4 redutos do PT, Bolsonaro venceu em todos os 7 estados que, desde 2006, vinham dando a maioria dos votos ao PSDB no 2º turno segundo o G1.

 

Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Nesses locais, o presidente eleito venceu inclusive no 1º turno. Em São Paulo, estado do candidato Geraldo Alckmin, Bolsonaro obteve 53% dos votos válidos contra 9,52% do tucano no dia 7 de outubro. No 2º turno, o percentual de votos do candidato do PSL saltou para 68% no estado, o maior avanço entre todas as unidades da federação.

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29 de Out // Foto: Bahia Notícias | Eleições 2018

A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Luiza Maia, avalia que o governador Rui Costa tenha um diálogo difícil com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Na leitura feita por dela, ainda antes do segundo turno deste último domingo (28), a Bahia pode ter problemas para ter acesso a recursos e ganhar investimentos da mesma forma que enfrenta durante a atual gestão de Michel Temer.

 

Em entrevista, a deputada estadual licenciada também fez duras críticas a Bolsonaro pela sua postura diante de pautas relacionadas às minorias sociais. "Eu não tenho dúvidas", disse a secretária, ao ser questionada sobre as dificuldades no diálogo entre os governos estadual e federal. "Ele é uma pessoa louca, uma pessoa completamente fora da época", afirmou.

 

"Quando derrubamos a ditadura avançamos tanto na democracia e nós estamos num momento de defender a civilidade. O homem está defendendo a barbárie, a desorganização da sociedade, a violência, armar todo mundo e um bocado de pautas loucas", criticou Luiza Maia ao Bahia Notícias. Apesar de não ter sido candidata a deputada estadual na eleição deste ano, a secretária ressaltou que isso não significa que ela vá deixar a política.

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29 de Out // Bahia Notícias | Eleições 2018

A jornalista Rita Batista, que virou a apresentadora do programa eleitoral do PT no segundo turno, usou as redes sociais, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas, para exibir os diversos ataques que recebeu ao longo da corrida política segundo o Bahia Notícias. "Esperei pacientemente todo o processo para exibir alguns 'comentários' feitos por eleitores do presidente eleito", diz a jornalista.

 

Ela ainda acrescenta: "Em todas as minhas redes fui bombardeada com todo tipo de coisa. Inclusive uma articulação feita por um deputado eleito aliado do novo presidente. É uma miscelânea de barbaridades", postou. Na seleção de fotos expostas, são diversas ofensas como: "Essa raça vai ser expulsa do Brasil hoje. Bando de vagabundos. Malditos", "Nojenta".

 

"Esse tipo de bosta só podia ser esquerdista. Fedorenta feia" e "Ela é tão comestível que tem que apelar para isso". No seu texto, a jornalista baiana diz ainda que entrará na Justiça. "O dossiê está pronto e as autoridades a postos. Engana-se muito quem acha que a internet é uma 'terra sem lei'. Discordar, debater, ter opinião contrária é da democracia, ofender, destratar, depreciar é para mim, falta de argumento e, para a lei, crime" pontuou ela.





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