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Por falta de quórum, TJ-BA mantém em vigor aumento no IPTU de Salvador

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu, nesta quarta-feira (11), que o aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) de Salvador definido em 2014 continua em vigor. Para o presidente do TJ-BA, Gesivaldo Britto, não há inconstitucionalidade no aumento do imposto. Foram 26 votos pela inconstitucionalidade de apenas um artigo.

 

Já os outros 12 para acompanhar o relator, que apontou irregularidade em alguns pontos da lei, mas ainda sim a lei continua em vigor, pois nenhuma das propostas atingiu o quórum qualificado de 31 votos. O pleno do TJ-BA analisou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) impetradas pelo PSL, PT, PCdoB e pela seção OAB-BA.

 

Eles alegam que o reajuste feito em 2014 causou distorções e provocou crescimento de até 15 vezes no valor da taxa em alguns terrenos de um ano para o outro. Em agosto de 2017, desembargador Roberto Maynard Frank, considerou que a lei é parcialmente inconstitucional. Já em outubro, os desembargadores José Rotondano e Ivone Bessa concluíram pela parcial procedência da ação para declarar inconstitucional apenas o artigo 1º da lei.

 

Roberto é relator das ADIs contra o aumento do IPTU de Salvador. Já a desembargadora Lígia Ramos votou pela improcedência do pedido. Já em abril deste ano, os desembargadores Raimundo Cafezeiro e Ilona Reis acompanharam o voto do relator pela procedência parcial. Ao final da votação, 13 desembargadores acompanharam Lígia Ramos pela constitucionalidade do texto.

 

Durante o julgamento desta manhã, Roberto Frank chegou o aumento do imposto "é uma fraude, um decreto travestido de lei". Em abril, o desembargador José Olegário Caldas pediu vistas alegando ser necessário, pois o tempo “o deixou confuso”. A ação foi impetrada em 18 de fevereiro de 2014 segundo informações do Bahia Notícias.


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