Convencer um russo num frio abaixo de zero não foi das tarefas mais fáceis. Tanto que quando a comitiva do Flamengo chegou a Moscou para trazer Vagner Love a primeira resposta foi: não.
A negativa inicial partiu de conselheiros do CSKA, que não aprovaram a saída de seu maior ídolo. Por conta da dificuldade, Vagner entrou pessoalmente na jogada. Eram reuniões de até oito horas de duração.
— Foi assim durante três dias, até chegarmos a um denominador comum. Não queriam vender — relatou o advogado Diogo Souza, que junto com o empresário Evandro Ferreira e o vice de finanças Michel Levy dobraram o presidente Yevgeny Giner.
O convencimento foi, de fato, através de uma melhor oferta e na base do sentimentalismo do atacante, que chegou a chorar. Tocado, o presidente do CSKA, que tem o jogador como filho, cedeu.
— O presidente adora o Vagner e entendeu que ele não tava mais feliz — explicou o advogado Diogo Souza.
Michel Levy também revelou detalhes das conversas com o mandatário, enaltecendo a participação do jogador nas reuniões.
— Ele participou de reuniões com o presidente e dizia "me ajuda", "é o meu sonho". Não é fácil você convencer um presidente que considera o Vagner um filho de que ele tinha um sonho de voltar ao seu país, conquistar uma Copa do Mundo no Brasil — finalizou Levy.