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08/09/10 - 19h22 - Atualizado às 08/09/10 - 19h22

Aficanos acusados de aplicar golpes na Bahia são presos

Os dois foram presos em shopping de Salvador, após denúncia de engenheiro

Dois estelionatários africanos que foram denunciados por um engenheiro foram apresentados nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Akuma Agbai Mecha Akanu, 42 anos, e Abduramane Djaió, 43, falsificavam cédulas de R$ 100 e R$ 50 cedidas pelas vítimas - eles ficavam com as notas verdadeiras.



Os dois foram presos durante o final de semana por policiais da 14ª Delegacia (Barra) quando estavam em um shopping de salvador. Akanu, nigeriano, diz ser contador, e Djaló, nascido em Guiné Bissau, é professor de francês. O denunciante vinha negociando com as vítimas a venda de seu sítio no Litoral Norte. Percebendo que poderia ser vítima de um golpe, ele procurou a polícia com uma nota falsa de R$ 50 entregue pela dupla.

 

Os dois falsários estavam hospedados no bairro da Barra. Segundo o engenheiro, as informações sobre seu sítio estavam em um site na internet e ele foi abordado pelo nigeriano por email. Depois de três meses de negociação, Agbai veio a Salvador para conhecer o sítio, informando que tinha R$ 9 milhões e 600 mil para investir. O nigeriano estava no Brasil há um mês.

 

O nigeriano se passava por Louis Nchindo, diretor da empresa Debswana Diamond Company, especializada na extração de diamante em Botswana, país africano. Segundo a polícia, o golpista usava a identidade do executivo de maneira ilegal - o empresário foi encontrado morto em Botswana em fevereiro.

 

O engenheiro recebeu dos dois africanos a proposta de paticipar do golpe da mulitplicação de dinheiro, com cédulas falsificadas. Eles lhe entregaram uma cédula de R$ 50 e garantiram que ela seria aceita em qualquer lugar, devido à qualidade da falsificação.

 

Investigação


Segundo a polícia, acredita-se que os africanos estavam no shopping para encontrar-se com outra vítima. Eles também passaram por Ilhéus e Porto Seguro e a polícia suspeita da existência de outros golpes pelo interior. O nigeriano disse que vive no Canadá, onde compra roupas usadas para vender em seu país natal. Já Djaló vive no Brasil há três anos, é casado com uma brasileira e mora em São Paulo.

 

O delegado Nilton Tormes atuou os dois por falsificação de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. O inquérito será remetido para a Justiça Federal.

com informações do Correio da Bahia
da redação do PORTAL INFOSAJ
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