Apesar de positivas, especialista avalia as iniciativas apenas como reforço para um eleitorado decidido
Vale quase tudo: fotos, cartazes, podcasts, ringtones temáticos, vídeos, animações e até mesmo jogos interativos. No último mês da disputa eleitoral, os candidatos à Presidência da República e ao Governo da Bahia tentam inovar na campanha utilizando as diversas ferramentas oferecidas pela internet, principalmente pelas mídias sociais, para se comunicar e atrair o maior número possível de eleitores.
Com a proposta de reunir internautas em torno de bandeiras como “desenvolvimento sustentável” e “cultura de paz e cidadania plena”, a campanha de Marina Silva (PV), lançou o game “Um Mundo”, no último dia 18. Seguindo os moldes do Farmville, do Facebook, o jogo propõe que os usuários construam seu próprio mundo virtual, visitando outros jogadores e trocando informações.
A ferramenta é integrada com as redes sociais existentes e não exige a instalação de softwares especiais. O coordenador da campanha da candidata, João Paulo Capobianco lembra que esta é a primeira vez que um game é utilizado em uma campanha e avalia a ação como “superpositiva”. “Promovemos várias inovações, fizemos o primeiro twittaço, agora lançamos o jogo online. São várias formas de mobilização e comunicação das pessoas com a campanha”, comemora.
Para Antônio Flávio Testa, especialista em marketing político e professor da Universidade de Brasília (UnB), as ações online destacam a candidatura de Marina Silva, porém não são decisivas para o resultado do pleito. “São iniciativas bacanas, mas voltadas para um eleitorado que já está basicamente decidido”, avalia.
O cientista político considera que, apesar de bem sucedidas para grupos segmentados, as estratégias na internet ainda enfrentam o desafio de ampliar seu público. “Dá bons resultados promover discussões com grupos específicos de eleitores. A juventude, por exemplo, pode ser mobilizada com muita facilidade através das ferramentas online”, considera. Na disputa estadual, o site do candidato Geddel Vieira Lima (PMDB), por exemplo, possui uma seção específica voltada para o eleitorado jovem, com vinhetas e imagens de fundo para redes sociais como Orkut e Twitter, além dos vídeos e áudios transmitidos nos programas eleitorais da televisão e do rádio.
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06/02/12 - 14h56 - Atualizado às 06/02/12 - 14h56
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