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10/03/10 - 18h04 - Atualizado às 10/03/10 - 18h04

Vacinar crianças contra gripe comum reduz contágio em adultos, diz estudo

Pesquisa mostra queda de 61% nas infecções em comunidades com mais de 80% das crianças entre 3 e 15 anos imunizadas

A vacinação generalizada de crianças e adolescentes contra a gripe comum pode ajudar a conter a disseminação do vírus entre os adultos, segundo um estudo canadense e americano.

 

A pesquisa constatou uma queda de 61% nas infecções por gripe entre membros de comunidades agrícolas no Canadá com um índice de vacinação superior a 80% entre as crianças e adolescentes de 3 a 15 anos.

 

O estudo foi publicado nesta semana pela revista especializada "The Journal of the American Medical Association" (Jama).


Financiada pelos governos canadense e americano, a pesquisa ajudou a definir o público-alvo das campanhas de vacinação contra a gripe suína nesses países.

 

  Comunidades
 

Os pesquisadores estudaram o resultado da vacinação de crianças e adolescentes em 49 comunidades hutteritas (grupo protestante que se organiza em cooperativas agrícolas fechadas) no oeste do Canadá.


Crianças de alguns desses grupos receberam a vacina contra a gripe, enquanto em outros elas receberam uma vacina contra hepatite A, usada como controle.


No total, foram comparados 947 crianças e adolescentes vacinados contra a gripe com 2.326 que não haviam sido vacinados.


Nas comunidades onde a vacinação contra a gripe havia sido feita, o índice de infecção pela doença foi de 4,5%, enquanto nas comunidades onde foi dada a vacina para hepatite A, 10,6% ficaram gripados.

 

  Efeito considerável
 

"O efeito da proteção indireta de imunizar crianças e adolescentes nos participantes do estudo foi considerável", disse no estudo o coordenador da pesquisa, Mark Loeb, da Universidade McMaster, no Canadá.


Segundo Loeb, os resultados da pesquisa mostram que os efeitos para os adultos do grupo da imunização de crianças e adolescentes foi semelhante à proteção que seria verificada com a vacinação desses adultos.


O pesquisador destaca ainda que o fato de crianças com menos de 3 anos não terem sido imunizadas no estudo pode ter reduzido a proteção sobre os adultos, que poderia ser ainda maior caso as crianças menores tivessem recebido a vacina.


"Nossos resultados oferecem uma prova experimental para apoiar a imunização contra influenza de crianças em idade escolar para interromper a transmissão", explica Loeb.


"Particularmente, se há restrições nas quantidades e na distribuição da vacina, pode ser vantajoso vacinar seletivamente crianças para reduzir a transmissão da influenza na comunidade", conclui o pesquisador.

 

Com informações do G1
da redação do PORTAL INFOSAJ
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